21 de Março Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

 

Discriminar, segregar, apartar foram instrumentos políticos usados pelo regime de apartheid durante o governo da África do Sul, que em 21 de março de 1976 massacrou estudantes negros que foram às ruas lutar por melhores condições de vida. Em repúdio a este dia, a Organização das Nações Unidos instituiu o Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

No Brasil, a exclusão social tem sido determinada, preponderantemente, pelo preconceito racial. Este tem colocado à margem da sociedade a grande maioria do povo negro, vitimado pela violência, pela degradação moral e física das famílias.

As condições que levaram ao dia 21 de março ainda não foram totalmente superadas. Mas, temos conquistados passo a passo uma nação onde a pluralidade é respeitada. Reconhecemos que ainda falta para que este dia seja lembrado como um marco. No entanto, não desistiremos em nome dos estudantes que morreram para que nossas diferenças e cara preta fossem tratadas com dignidade.

Abdias do Nascimento

 

Fotos: Ierê Ferreira

Amar só é pouco

Texto de: Artur da Távola.

 

Amar só é pouco. Tem que haver inteligência.

Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,

rejeições, demissões inesperadas, contas a pagar.

 

Tem que haver disciplina para educar filhos, dar exemplo não gritar.

 

Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta apenas amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade da vida a dois

têm que haver um pouco de silêncio, vida própria um tempo para cada um.

 

Tem que haver confiança.

Um a certa camaradagem e as vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.

É preciso entender que a união não significa, necessariamente fusão.

E que amor, solamente, não basta.

 

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,

tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.

Tem que saber que o amos pode ser bom, pode duras para sempre,

 que sozinho não dá conta do recado.

 

O AMOS é grande mais não é dois.

É  preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.

O amor até pode nos bastar, mais ele próprio não se basta!

 

Um bom amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades para todos! 

 

Texto de: Artur da Távola.

Foto: Ierê Ferreira

 

 

 

Nossa Dor.

Autor desconhecido

 

 

Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se  cumpriram.
Por que sofremos tanto  por amor?
O  certo  seria  a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo  feliz. 
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi  desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas  projeções irrealizadas,
por todas as  cidades que gostaríamos
de  ter  conhecido ao  lado do nosso amor
e não  conhecemos,
por todos os filhos  que
gostaríamos  de  ter  tido junto e não tivemos,
por todos os shows  e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os  beijos  cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso  trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as  horas livres
que  deixamos  de  ter para ir ao  cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos  não  porque  nossa  mãe
é  impaciente  conosco,
mas por todos os momentos  em que
poderíamos  estar  confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos  compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro  está sendo
confiscado  de  nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi  vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me  convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada  arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é  inevitável.
O sofrimento é  opcional.

Foto: Ierê Ferreira

 

No dia 8 de março de 1857, as operárias de uma fábrica têxtil de Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve, ocupando as instalações e reivindicando a redução da jornada de trabalho para 10 horas por dia, além do direito à licença-maternidade.Trancadas na fábrica pelos patrões, 130 daquelas mulheres morreram queimadas em decorrência de um incêndio. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido comemorar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Parabéns a todas as mulheres por todas as vitórias.

Mãe Beatha

Fotos: Ierê Ferreira

DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

Por: Ierê Ferreira.

 

Um dia de reflexão... Ou um dia como outro qualquer.

 

Me pego pensando em minha mãe, minhas filhas e em todas as mulheres

que foram e são importantes na minha vida.

 

Mulheres são fadas e feiticeiras.

São amantes, amadas e forasteiras.

São reflexos eternos no espelho prisma da minha reflex.

 

Mulheres que cantam, encantam e fazem um homem chorar.

Simples mulheres que vivem a esperar.

 

Mulheres que são mães, ainda meninas.

Guerreiras, escravas da sina.

 

Mulheres do dia de sol e das noites de lua.

E aquelas que moram no meio da rua?

 

Mulheres da arte, da vida, do trabalho e do lar.

E as que vivem a imaginar como é fácil ser homem.

E tantos homens se entregam a fantasia de ser uma mulher.

 

Mulheres, o reflexo no prisma da minha vida de homem...

Amante de uma mulher...

 

 

  

 

 

 

 

 

 

  

 

 

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